quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

a amava, e isso bastava a seu coração para bater feliz
em ritmo acelerado
o tempo todo

a amava, e por mais forte que fosse toda sua dúvida e insegurança
nada abalava a alegria de seu coração

previa o futuro, e não gostava do que via caso seguisse seu coração
mas não tinha certeza de nada
era tudo fruto de suas meras desilusões

tinha vertigem só de saber que outros olhos tinham visto aquele sorriso
e os seus não

a queria, sabia apenas disto.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

ela estava ali e queria ir além
além de tudo que já havia imaginado
quando lembra do campo de centeio seus olhos brilham
como saudação a sua melancolia

lhe prendia algo mas não queria se soltar
amadurecer requeria coragem

lembra agora de como lhe dava paz ver o sol acariciando todo aquele amarelo queimado
um tesão inocente que só pertence as crianças

agarrou-se a seu pensamento e a toda aquela lembrança
o que era tudo aquilo em que havia se tornado?

queria tocar aquele pensamento mais uma vez

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

adorava quando ao gemido reprimido cravava sobre seu pescoço as unhas levemente compridas.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

era com essa sensação
de impotência
de excesso de razão
e falta de compreensão
que ia passando os dias
como numa luta
um fato na ficção

sábado, 8 de dezembro de 2007

o problema de dona ana era desde criança querer alguém para amar..
remexeu na sacola e teve a triste lembrança, de ao amor, nunca ter sido apresentada.
continuou..
viveu assim, aos tropeços
até que morreu!
queria o inicio e sentiu-se assim, pouco feliz, sem ter do que desgostar
mas soltou o menino e criou no tempo de um suspiro, motivos longos para chorar

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

todas as vezes que seus olhos se fechavam o sabor de seus lábios lhe vinha a memória.
gostava da inquietação que isso lhe causava.
gostava também do cheiro da chuva encontrando o chão.
lhe veio então a imagem dessa junção, sorriu; desgostou da vida alheia e amou como em fogueira acesa aquela que lhe pertencia.

sábado, 1 de dezembro de 2007

talvez seja esse o segredo que eu tanto queria descobrir
talvez o segredo seja parecer o oposto do que se espera
não, não assim
sim, do jeito que eu entendo, e só

to começando a acreditar que felicidade não é algo bom,
assim como sempre temos tido noticias.
tê-la, depende de nossa única alma e o trabalho para encontra-la, não é bom.
talvez eu não queira mais a felicidade.