terça-feira, 12 de agosto de 2008

mariana por mariana

Eu fico com medo, me encolho e me fecho, dentro de mim e, aqui passo a morar. Cerro os olhos e abraço, entrelaço os dedos, os braços, pelos meus joelhos e fico baixinho, repetindo, como em reza fervorosa, que tudo vai mudar, tudo vai mudar.
Por vezes eu funciono como pimenta no olho das pessoas. De brigadeiro eu não tenho nada. Não sei proporcionar bem-estar, mas sei encontrar o meu.
Eu sei me virar, eu sei me amar, eu sei onde me dói e eu sei fazer passar.
Muitas vezes queria ser frágil e saber fazer as pessoas me amarem mais, mas eu sei, eu sei ama-las e to aprendendo a continuar com toda a minha doce fantasia com elas, mesmo que nada seja recíproco.


Cada um de nós escolhemos quem somos no agora e quem seremos no futuro.
O meu crime compensa.
eu vi minha vida escorrendo pelos meus braços e se perdendo por entre meus dedos. dei tchau pra ela de uma maneira onde a sonoridade das letras se confundiu com o canto dos pássaros.
houve um tempo onde as pessoas eram mais quentes. as árvores viviam repletas em cores e o céu em pássaros. as crianças jogavam suas brincadeiras nas ruas e a solidão para o alto.