quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Mais um círculo que se fecha. Cada dúvida, cada problema que resolvi se transformou em algo que já saiu de mim. Vitalidade que não tenho mais. Não tenho mais toda aquela força, aquela esperança e aquela respiração ofegante como tive nesses dois últimos anos, apesar de tantas lamúrias. Hoje me faltam palavras até para lamuriar.
Me quedo perplexa diante de mim. Calada.
Nada mais me vale na vida. Já foi o tempo onde eu via tudo de fora e sorria. Sorria por fora e chorava amargurada por dentro. Esse cheiro azedo, azedo que sai de meu coração agora. Em prantos me tranco e me perco, me convenço. Procuro como se fosse o próprio desespero em vão, achar uma saída para ter você. E eu vou ter. Vou ter você friamente em um quarto, a sós, comigo. Você vai pagar cada lágrima.
Minhas mãos gélidas deslizando por seu rosto assustado. Suas mãos suadas remexendo dentro dos bolsos. A luz que entra pela janela, azul esverdeada. Agora eu posso ver. Posso ver seu sangue viscoso escorrendo pelas suas pestanas. O prazer era todo, todo, todo, todo meu, meu bem. Seus olhos espantados, parados
lamúrias
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