terça-feira, 29 de abril de 2008

Tinha deixado. Já não a beijava mais como
antigamente.
Em súplicas vagas, não tardaria e dezembro
já lhe bateria a porta.
Gostava de dias frios e, aqueles haviam sido
no mínimo, especiais.
Como é bom revirar todas essas histórias, sonhava
com esperança que a atual realidade também fosse assim,
em um futuro bem próximo.
Soube perdoar todas as vezes que se viu rasgar,
implorando por amor, implorando por um beijo seu.
Mas e agora, será que demora, pra tudo isso secar.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

"fresquinho, igual café de novela das 6"

Durante dias idealizou coisas das quais hoje, não sabe falar.
De mãos dadas com seu lado, pôde sentir o sol aquecer a folhagem agora amarela-palha. Era outono.
Não, não seria assim que suas crenças seriam deixadas de lado. Mesmo que chorasse e se descabelasse por um tempo mais além, não, não seria assim.

luto brando

Tinha tido tempo de sobra para arrumar as malas e ir para longe, mas sempre que olhava para o retrato dela na parede, ela com uma face tão doce e forte, seu pensar fazia com que esperasse; precisava de uma última vez, uma única, para que pudesse memorizar como era de grande estima a face da mulher até então amada. Até então, que há dias atrás, havia ido de encontro ao mar, para nunca mais voltar.
Por tantas vezes olhou pela última vez aquele retrato. Numa tarde, tão vazia quanto ensolarada, enquanto admirava sua amada pela última vez, última esta que acontecia há anos, desviou seu olhar pro espelho e, foi com dor que percebeu como o tempo passara desde o primeiro dia em que havia olhado pela última vez aquele retrato, percebeu então, como havia envelhecido e que ao contrário dela, ainda tinha sangue nas veias, cerrou os olhos e com mãos no peito, foi-se para junto de sua amada.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

E mesmo hoje, com toda aquela confusão.