Tinha tido tempo de sobra para arrumar as malas e ir para longe, mas sempre que olhava para o retrato dela na parede, ela com uma face tão doce e forte, seu pensar fazia com que esperasse; precisava de uma última vez, uma única, para que pudesse memorizar como era de grande estima a face da mulher até então amada. Até então, que há dias atrás, havia ido de encontro ao mar, para nunca mais voltar.
Por tantas vezes olhou pela última vez aquele retrato. Numa tarde, tão vazia quanto ensolarada, enquanto admirava sua amada pela última vez, última esta que acontecia há anos, desviou seu olhar pro espelho e, foi com dor que percebeu como o tempo passara desde o primeiro dia em que havia olhado pela última vez aquele retrato, percebeu então, como havia envelhecido e que ao contrário dela, ainda tinha sangue nas veias, cerrou os olhos e com mãos no peito, foi-se para junto de sua amada.
sexta-feira, 11 de abril de 2008
Assinar:
Postar comentários (Atom)
lamúrias
- fevereiro 2009 (2)
- janeiro 2009 (6)
- dezembro 2008 (4)
- novembro 2008 (11)
- outubro 2008 (17)
- setembro 2008 (6)
- agosto 2008 (4)
- julho 2008 (2)
- junho 2008 (1)
- maio 2008 (10)
- abril 2008 (6)
- março 2008 (3)
- fevereiro 2008 (8)
- janeiro 2008 (2)
- dezembro 2007 (8)
- novembro 2007 (3)
- outubro 2007 (5)
- agosto 2007 (2)
- julho 2007 (1)
- junho 2007 (7)
- maio 2007 (9)
- abril 2007 (8)
- março 2007 (5)
- fevereiro 2007 (12)
- janeiro 2007 (2)
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Respeito.