sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Pra dizer mesmo o que acontecia, quase nada era verdade. A solidão que lhe sufocava era muito mais além do que todos os seus sorrisos.
Quando os olhares se voltavam para ela e todos a aplaudiam em pé e toda aquela euforia maldita tomava conta de seu corpo, seus nervos de aço torciam, tudo aquilo já não mais fazia sentido.
Subia muito alto, muito mais alto do seu ponto natural, se sentia como se não fosse mais humana, agora era além, era maior que tudo.
Todo o tempo que usava para chegar lá, no alto de tudo, acima do deus, era de longe muito maior que o tempo que permanecia por lá. Descia, uma descida forçada, caia então, na realidade e se estabacava em sua vida, mas havia uma almofada, ela se lembrava muito bem, havia uma almofada, ela amortecia a sua queda, na quantia que lhe cabia, pena ela ser tão maior que tudo.

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