quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Lua em prantos, o céu em pedaços e no chão, uma última garrafa de whiskey barato, o resto. Os restos. De uma vida, uma vinda inteira atirada ao chão, sem cerimônias.
Já não mais sabia. O copo em suas mãos de esmaltes lascados e unhas quebradas, sujas, o copo estava por encher, quase vazio, tão vazio quanto seu coração, agora. A vida desfez-se. A lua, ah, a lua menina, em prantos, gritava, implorando por um pouco, um pouco de paz. Seus olhos já não podiam ver.
Agora o que seria feito com aquela vida? Aquela, da menina, quebrou-se e seus cacos, frenéticos, espalharam-se pelas árvores, tão quietas, árvores. Perderam-se de seus olhos, olhos passados, de rímel borrado, olhos secos, brancos, pálidos, esturricados. Implorando, além, por uma volta.

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