sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Expostos as estrelas, fizeram daquela noite, uma noite inesquecível.
Os suspiros se confundiam com o barulho dos passos nas folhas secas, seus odores se confundiam com o aroma do ar, foi além. Foi com forças vindas de dentro que ele o olhou e disse o quanto o amava.
Foi de coração, meu amor.
Mesmo que lhe custasse todas as suas lágrimas, não iria desistir. Quase nunca deixava algo de seu aconchego de lado só para amenizar sua dor.
Ela poderia entrar, talvez, ficar por todo o tempo que lhe fosse preciso. Era hora de isso tudo acabar e, mesmo que não valesse a pena, seu coração em calma estaria.
Doía o corte. Ardia em sangue, sangrava e já não mais sabia o que fazer para passar.
Passava la fora, ela via pelo vidro da porta, porta do quarto que estava aberta e a deixava ver, no vidro, refletida toda a sua felicidade, caminhando pelas ruas, sorridente.
Mesmo que se encontrem em lugares fechados, suas emoções queimam.
Pra dizer mesmo o que acontecia, quase nada era verdade. A solidão que lhe sufocava era muito mais além do que todos os seus sorrisos.
Quando os olhares se voltavam para ela e todos a aplaudiam em pé e toda aquela euforia maldita tomava conta de seu corpo, seus nervos de aço torciam, tudo aquilo já não mais fazia sentido.
Subia muito alto, muito mais alto do seu ponto natural, se sentia como se não fosse mais humana, agora era além, era maior que tudo.
Todo o tempo que usava para chegar lá, no alto de tudo, acima do deus, era de longe muito maior que o tempo que permanecia por lá. Descia, uma descida forçada, caia então, na realidade e se estabacava em sua vida, mas havia uma almofada, ela se lembrava muito bem, havia uma almofada, ela amortecia a sua queda, na quantia que lhe cabia, pena ela ser tão maior que tudo.